terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Gigantes da Patagônia



Quando o português Fernão Magalhães chegou à ilha da Patagônia, em 1520, seu objetivo era encontrar uma nova rota de navegação, pelo Ocidente, até as Molucas, ilhas indonésias que comercializavam especiaria. Só que ele deu de cara com uma descoberta no mínimo curiosa. Seus tripulantes avistaram um homem muito alto, dançando e cantarolando pela praia, e o logo associaram a um gigante.

Pigafetta, o cronista a bordo dessa jornada, descreveu que esses homens de grande estatura eram amigáveis, recebendo bem a expedição. Medindo uns 3 metros de altura e batendo na cintura dos navegadores, os gigantes acreditaram que os viajantes europeus eram, na verdade, enviados do céu.Os portugueses, claro, tiveram a ideia de levar um “exemplar” desses misteriosos homens gigantes para Europa. No entanto, a brilhante ideia não deu tão certo – parece que eles não resistiram a dura viagem.

Só que o mito dos gigantes do sul do mundo se espalhou, gerando curiosidade e ludibriando a mente do imaginário europeu. Naquela época eram comuns histórias de monstros do mar, sereias encantadas e os mais fabulosos desafios em alto-mar.

Outros relatos de gigantes na região foram testemunhados por navegantes, reforçando o mito que foi notícia em diversos jornais europeus. Com o tempo, várias gravuras também foram criadas, perpetuando a lenda.

Será que havia realmente gigantes na Patagônia? É bem provável que os viajantes tenham cruzado com homens de estatura maior que a média europeia, mas acabaram por aumentar mais a história. Como sempre quem conta um conto aumenta um ponto, os navegantes dos séculos passados gostavam de criar toda uma história surreal em torno de suas viagens.

Tempo depois, no século XVIII, três navegantes ingleses colocaram por fim a lenda dos gigantes, afirmando que os homens da Patagônia eram altos, bem altos, mas provavelmente não passavam disso.



Fonte: Macaco Velho

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